Nesta segunda (19) e terça-feira (20) Alexandre Nicolini realizou a segunda oficina para professores e mediadores pedagógicos da UNITOP – Centro Universitário, em Palmas (TO), que trata da formulação e correção de questões discursivas.
“A oficina complementou a primeira que foi realizada, de questões objetivas, com a qual foi possível elevar bastante o nível das provas em todos os cursos da IES. Embora a estrutura da questão discursiva siga o mesmo padrão da questão objetiva (situação-problema, dados de suporte e comando da questão), obviamente desaparecem os distratores, para entrar em seu lugar os comandos com os quais desejamos descobrir se os estudantes construíram linhas de raciocínio válidas”, afirmou Nicolini.
Segundo ele, para que haja verdadeiro impacto profissional na formação dos alunos, as questões discursivas devem versar sobre o aprofundamento científico necessário para compreender a situação-problema, a capacidade de apontar um diagnóstico situado e a formulação das condutas possíveis para a solução do problema. “Entretanto, a parte mais perigosa desse tipo de item não é a formulação, mas sim a correção” destaca Nicolini.
O pesquisador e consultor lembra que “a resposta do estudante pode ser subjetiva, e é desejável que seja, mas o critério de correção e de pontuação tem que ser inequivocamente objetivo. É isso que vai garantir a lisura e a imparcialidade na correção”.
“Você pode até achar que a preparação dos formandos para o Enade, Enamed e PND é importante, mas impactante mesmo é a preparação dos estudantes ao longo do curso. Se os professores forem capazes de construir questões mais rigorosas e exigentes que aquelas apresentadas no Enade, então esse tipo de exame será um passeio para os alunos da IES no final do curso!”, concluiu Nicolini.



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