Oficina 2 - parte 1

Os educadores estão preparados para os desafios do Enamed? 

Nesta terça-feira (5) o pesquisador Alexandre Nicolini ministrou a Oficina 2 – O Sistema de Inteligência Acadêmica para aprimorar o desempenho do Enamed: coleta de dados (intelligence) e análise de informações (analytics), realizada pela Universidade Corporativa SEMESP.

Durante a oficina ele falou sobre conceitos, formatos e desafios, além de situações problema, que os professores enfrentam no ensino superior quando vão preparar questões para o Enade e o Enamed. “Para identificar as fragilidades da aprendizagem e suas origens, que costumo definir como learning intelligence, tanto no currículo quanto nos cursos, dei exemplos de diversos cursos de Medicina que assessorei na minha carreira”, disse.

Nicolini também ressaltou o papel das avaliações diagnósticas ao longo das várias fases do curso de Medicina, para mostrar aos participantes da oficina “se o estudante está preparado para atender um paciente”. Outro ponto abordado pelo pesquisador foi o método Angoff modificado, metodologia que estabelece a nota de corte para determinar a proficiência do médico, a partir da opinião de especialistas.

Para Nicolini, “a proposta é que os coordenadores debulhem os dados de avaliação, monitorando individualmente os índices de facilidades e dificuldades dos alunos nas questões que possam ser abordadas no Enamed. É a partir daí que se pode pensar em um médico que irá sair do curso minimamente qualificado”.

Outra dica dada por Nicolini aos docentes “foi que antes de receber os alunos, a IES precisa saber qual o nível de proficiência de cada um. Primeiramente, para estudantes de Medicina é preciso raciocínio lógico. Sem isso não existe raciocínio clínico, que se estabelece a partir das relações de causa e efeito. Em segundo lugar, raciocínio matemático, porque ele vai lidar com matemática todos os dias, mesmo que não goste, ao calcular dosagens de um medicamento a partir do paciente. Em terceiro lugar, o estudante de Medicina precisa ter capacidade de interpretação, pois sem isso não se pode retirar nada da história clínica do paciente, e expressão organizada para construir condutas adequadas”.

A segunda parte da oficina acontecerá na quinta-feira (dia 7), on-line, via Zoom, das 14h às 17h.

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