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Correio Braziliense publica novo artigo de Alexandre Nicolini

Um novo artigo do pesquisador e especialista em aprendizagem e avaliação do ensino superior, Alexandre Nicolini, foi publicado na edição de segunda-feira (dia 1º) do jornal Correio Braziliense. Em sua abordagem, Nicolini destaca que, se o Brasil quiser ter melhores professores, será importante implementar projetos integradores bem desenhados, com avaliação baseada em competências e situações-problema reais.

Segundo Nicolini, “quando o Ministério da Educação (MEC) pensa em avaliação da aprendizagem para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) ou a Prova Nacional Docente (PND), um erro recorrente é tratar todos os cursos como se partissem do mesmo lugar. Eles deveriam, mas não partem”.

A Medicina, para Nicolini, “tem na sua estrutura curricular, desde o trabalho seminal de Abraham Flexner, em 1910, uma formação científica nos ciclos básico e clínico, a qual se acresce um espaço consolidado e obrigatório de formação na prática: o internato, os cenários de serviço, a aprendizagem in loco. O estudante de medicina deve ser avaliado não apenas pelo que sabe, mas pelo que faz diante de um paciente real. E o Enamed, ao trabalhar com situações-problema e casos de ensino, simula esse cenário de prática como referência na construção das questões. O desenho curricular do curso ajuda a avaliação”.

O problema, avalia Nicolini, “é que tendemos a acreditar que medicina é diferente porque tem esse espaço dedicado, e ponto final. Mas a reflexão que precisa ser feita é outra: os desafios reais estão nos outros cursos que não têm esse espaço, como os bacharelados, os tecnólogos ou as licenciaturas – cujos resultados da PDN, divulgados recentemente, revelaram o maior contingente de futuros professores já avaliado com níveis de proficiência que comprometem a educação básica como um todo”.

O artigo ressalta que “esses são cursos em que a chance de formar profissionais meramente teóricos é altíssima, simplesmente porque não há na arquitetura curricular da maioria deles, um momento estruturado de aplicação prática do conhecimento em situação real ou simulada de trabalho”.

Nesse sentido, segundo Nicolini, “é fundamental o estágio pedagógico supervisionado, o equivalente funcional do internato para quem não tem internato”.

Leia o artigo completo aqui.

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